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Assim como precisamos tomar todos os cuidados necessários com o espaço físico das empresas, como a instalação de câmeras de segurança e alarmes de monitoramento em uma loja, por exemplo, o mesmo precisa ser feito nos meios virtuais, para evitar ter sites vulneráveis ao ataque de pessoas mal-intencionadas.

Os ataques de hackers aos sites de empresas podem trazer prejuízos e danos irreparáveis, como a página sair do ar e os clientes ficarem impossibilitados de se comunicar com o negócio. Isso se torna ainda mais grave no caso dos e-commerces.

Ao fazer compras em lojas virtuais, os clientes registram no sistema informações como, por exemplo, os números de seus cartões de crédito. Assim, se o site for invadido, pessoas mal-intencionadas podem ter acesso a esses dados e prejudicar os seus clientes.

Foi com base nessa realidade que desenvolvemos este post, que esclarecerá suas dúvidas sobre sites vulneráveis e mostrará como protegê-los. Confira, a seguir!

Como saber se um site é vulnerável?

Existe uma série de características que podem indicar que um site é vulnerável. É preciso que você se alerte para cada uma delas e verifique se há esse tipo de ocorrência nas páginas da sua empresa. Caso haja, recomenda-se que você tome as medidas cabíveis para reverter a situação.

Na sequência, apresentaremos algumas das principais vulnerabilidades que podem causar danos aos sites da empresa:

Upload de códigos maliciosos

Os hackers podem fazer o upload de scripts maliciosos que fazem a alteração de arquivos no banco de dados do seu site. Esses códigos também possibilitam que seja enviado spam com o nome da sua empresa.

Esses códigos são inseridos no site por conta de formulários sem autenticação de acesso. Por isso, é preciso sempre proteger as áreas de upload do site com senha.

Caso você utilize softwares de terceiros em seu site, geralmente CMSs, como o WordPress ou o Joomla, é necessário que eles sejam sempre atualizados. Nessa atualização, é importante que sejam atualizados os plug-ins do site, pois eles também podem ser a porta de entrada para invasores, caso sejam desatualizados.

Mail Form Injection

Nesse caso, o hacker insere comandos do tipo SMTP nos formulários de contato dos sites. A partir disso, ele consegue fazer o envio de mensagens de spam para as pessoas que realmente estiverem tentando fazer contato da sua empresa por meio desse canal.

Para evitar que isso aconteça, você precisa evitar o envio de e-mails para destinatários das mensagens em seu site. Para isso, é preciso que sejam filtrados os scripts como “CC”, “Cc”, “BCC”, “Bcc” e “bcc”.

Invasão via FTP

Os programadores ou colaboradores da empresa que acessam o site via FTP para fazer a inclusão de conteúdo, por exemplo, precisam sempre ter um bom software de antivírus instalados em seus computadores.

Isso é recomendado pelo fato de que programas maliciosos instalados nesses computadores podem captar informações como o login e a senha do acesso ao FTP. Assim, posteriormente, esses dados podem ser utilizados para a publicação de scripts, para o envio de spam e propagação de vírus. É possível, também, que os hackers façam a hospedagem de sites falsos com o seu domínio.

Outro modo preventivo para que isso não aconteça, é jamais acessar o site via FTP em computadores públicos. Utilize apenas uma máquina exclusiva da empresa para essa finalidade.

O que é PHP e SQL injection?

Até mesmo o Google já foi hackeado por meio do PHP e SQL injection. É por isso que esse tópico merece atenção especial neste artigo. Afinal, se até mesmo o maior gigante da tecnologia sofreu esse tipo de ataque, o mesmo pode acontecer com empresas de menores proporções.

É chamado de SQL injection o conjunto de falhas que ocorre na codificação de aplicações que, por meio de inputs, possibilitem a manipulação de uma consulta desse tipo.

De maneira geral, podemos dizer que o PHP e o SQL injection são técnicas em que os hackers conseguem manipular os códigos de PHP e SQL, linguagens utilizadas para as trocas de informações entre os aplicativos e bancos de dados dos sites das empresas.

Por meio dessas estratégias, os hackers podem manipular o seu site e roubar informações importantes e que podem ser até mesmo sigilosas, não podendo vazar para o grande público. Além disso, dependendo da versão do seu banco de dados, os hackers poderão até mesmo conseguir a permissão total para acessar a máquina em que o seu banco de saúde está hospedado.

É preciso realizar testes e adotar medidas protetivas para evitar que o seu site seja invadido por meio de técnicas como o PHP e SQL injection.

Como se proteger de ataques hacker?

Para que você saiba como proteger o seu site de ataques de hackers, listamos uma série de dicas que podem ser colocadas em prática na sua empresa. Confira:

  • altere com frequência as senhas do painel de controle e do FTP do seu site;
  • faça varreduras com antivírus e redes, de modo geral, que tenham acesso ao seu FTP;
  • mantenha inativos os scripts vulneráveis que você identificar em seu site;
  • em caso de ter sofrido uma invasão, remova os arquivos do seu banco de dados e, em seguida, restaure-os por meio de bakcups feitos antes da invasão;
  • oriente a sua equipe para não acessar sites via FTP em computadores que não o de uso exclusivo para o trabalho;
  • faça testes e monitoramentos constantes para evitar que o seu site seja invadido;
  • limite o FTP do site a IP fixos.

Quais são as boas práticas para a proteção de um site?

Para que você proteja melhor seu site, separamos algumas dicas com boas práticas de segurança. Confira!

Crie senhas fortes

Muita gente acredita que, criando uma senha de fácil memorização ou repetindo a mesma em todos os logins, economizarão tempo. No entanto, a verdade é que essa economia pode custar caro. É muito importante utilizar senhas complexas, com caracteres maiúsculos ou minúsculos, especiais e números. Além disso, é importante trocar essas senhas com uma certa frequência a fim de ganhar mais uma camada de segurança.

Utilize a autenticação em dois fatores

Uma das ferramentas de segurança que vêm ganhando popularidade nos últimos anos é a autenticação em dois fatores. Esse processo consiste em uma confirmação de login após a inserção da senha, a qual pode ser feita com o envio de código via SMS, notificação de aplicativo, e-mail etc.

Foque em atualização

Os hackers estão o tempo todo buscando brechas para invadir sistemas e servidores, e os softwares recém-atualizados estão entre os alvos preferidos. Isso porque a atualização não é apenas para adicionar novas funcionalidades, mas, muitas das vezes, buscam a correção de vulnerabilidades de segurança.

Os hackers tentam invadir os sistemas que ainda estão desatualizados com técnicas de força bruta para agir em cima dessas fragilidades. Por isso, é tão importante atualizar as aplicações o mais rápido possível.

Estabeleça uma política de controle de acesso

Se para uma pessoa já é difícil para manter todas as boas práticas de segurança, imagina quando há uma equipe gerenciando um site. Para manter o controle o time, o líder deverá criar políticas que padronizem alguns parâmetros de segurança.

Nem todas as pessoas precisam acessar o sistema inteiro, por isso é importante definir até onde cada um poderá ir de acordo com as necessidade de sua função. Quanto mais restrito for o acesso, menores serão as chances de acontecer grandes estragos no sistema. Um profissional que cuida do design tem prioridades diferentes de quem trabalha com conteúdo, por exemplo.

Invista em proteção de rede

Além de proteger as contas, é importante que a rede também seja segura, de preferência com a utilização de um sistema de prevenção de intrusão. Esses sistemas fazem a identificação e bloqueio de ameaças que chegam até a rede. Se o sistema identificar um vírus ou malware, ele para de funcionar. Nesse cenário, mesmo os profissionais que tentem acessar uma parte restrita da rede podem ter sua conta restrita.

Conte com um firewall

Outra prática importante para a proteção de um site é a instalação de um firewall, além de personalizar as regras sobre como essa ferramenta protegerá o sistema. Estamos falando de uma ferramenta de segurança que é utilizada há mais de 25 anos e evolui de acordo com as novas ferramentas.

Porém, você sabe como funciona um firewall? De forma resumida, podemos dizer que se trata de uma solução que ajuda no monitoramento de entradas e saídas da rede, tendo a prerrogativa de bloquear ou permitir um tráfego específico, obedecendo às regras de segurança definidas pela empresa.

Aplicar a criptografia de dados SSL

O certificado SSL é uma ferramenta de segurança que serve para garantir a criptografia das informações que circulam entre o navegador e o servidor. Há alguns anos, os sites utilizavam o protocolo HTTP, que foi muito importante para o desenvolvimento da internet, porém se tornou frágil para os padrões atuais.

Sem criptografia, os dados ficavam vulneráveis e podem ser interceptados por criminosos virtuais. O HTTPS é a evolução do HTTP que utiliza a tecnologia SSL ou TLS, a qual protege as informações. Agora, os dados só são decifrados nas duas pontas, ou seja, no computador que faz a requisição e no servidor. Se for interceptado, ele não poderá ser decifrado. O certificado SSL é gratuito e fácil de ser obtido. Para identificar se um site está com o certificado SSL em dia, verifique o cadeado verde ao lado da URL.

Fazer backups com regularidade

Outra prática importantíssima de segurança em todas as frentes da tecnologia da informação são os backups. Não ter uma cópia de segurança de seus dados é brincar com a sorte. Isso porque, por mais protegido que seu sistema esteja, ele poderá ser atacado ou sofrer uma pane. Em muitos dos casos, a única forma de garantir a recuperação de seus dados e, por consequência, de seu site, é por meio do backup.

A frequência deve ser proporcional à produção de dados no site. É essa periodicidade que definirá a quantidade de dados que a empresa está disposta a perder em caso de desastre. O objetivo deve ser reduzir ao máximo essa perda, ou seja, se o site tem uma criação de dados diária, o backup deverá ser feito com maior frequência.

Quais são os principais tipos de ataque?

Os desafios dos profissionais que trabalham com segurança da informação são cada vez maiores também pela diversidade de ataques que os criminosos podem tentar. Veja abaixo alguns exemplos com os quais você deverá se preocupar.

Ataques DDoS

Um ataque DDoS consiste no travamento de um servidor por meio de múltiplas requisições. Os criminosos utilizam bots para fazer múltiplos acessos a um site ou aplicativo, com o objetivo de estourar a capacidade máxima de tráfego. Um site que trabalha com vendas, por exemplo, se sofrer um ataque DDoS em uma data importante, como a Black Friday, poderá ter um prejuízo enorme.

Ataque Ransomware

O ataque ransomware consiste no sequestro de dados por meio de criptografia ou bloqueio. Nesse ataque, o objetivo do criminoso é receber um resgate para a liberação dessa informação. É um modo de ataque muito praticado contra sistemas empresariais e governamentais, mas pode ser utilizado para sequestrar dados de um site também.

Desfiguração

Esse é um ataque que destrói o site, prejudica a credibilidade e gera punição dos mecanismos de buscas. O ataque consiste na substituição de todo o conteúdo por outro malicioso, preparado pelo hacker. Há casos em que o criminoso utiliza o site como isca para fazer ataques de Phishing e invadir computadores e praticar outros ataques.

Agora você já entende um pouco mais sobre sites vulneráveis, os motivos que fazem com que eles tenham essas características, os principais tipos de ataques que podem ocorrer e como se proteger deles. Por isso, comece o quanto antes a colocar esses conhecimentos em prática a fim de evitar as fraudes em seu negócio!

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