fbpx

Quando pensamos em internet, um conjunto de termos nos vem a cabeça, como HTTP, WWW e endereço IP. Esse último, define a localização e identificação de cada dispositivo ou página que está conectado a uma rede. A internet, rede mundial de computadores, é formada por bilhões de endereços IP, que trocam arquivos majoritariamente via protocolo HTTP.

Esse alicerce dá a base para tudo o que vemos na rede, nossos sites favoritos, ecommerces onde fazemos nossas compras e site de streaming, em que assistimos nossos filmes e séries. Neste post, trazemos um guia completo sobre endereço IP, mostrando desde sua definição, seus tipos, as classes e como eles podem ser estruturados.

Trazemos também dicas para que você tenha mais privacidade, disfarçando o seu IP para ter mais segurança ou acessar conteúdos restritos geograficamente. Venha com a gente neste guia completo sobre endereço IP!

O que é e para que serve o endereço IP?

Para falarmos sobre endereço IP, devemos buscar o significado da primeira palavra, “endereço”. Um endereço nada mais é do que uma referência de um local para onde queremos ir ou enviar algo. Se você quer enviar uma encomenda para alguém, basta que você coloque o endereço da pessoa no pacote, que a transportadora entregará o item na casa da pessoa.

O endereço IP tem um objetivo parecido, que é dar uma referência única para cada dispositivo, site ou aplicação que estiver em uma rede. Quando você cria uma rede wifi em sua casa, o roteador criará um endereço IP único para cada dispositivo conectado.

Quando digitamos o endereço de um site na barra de um navegador, ele é convertido em um endereço IP da página, que está armazenada em um servidor. Os domínios surgem da necessidade de criar endereços mais amigáveis para as páginas, para facilitar a memorização e a personalização.

Enquanto os endereços residenciais são compostos por informações como rua, número, CEP, cidade, bairro etc, o endereço IP é composto por uma sequência numérica de 32 bits. Essa combinação é formada por quatro sequências de 8 bits, também chamado de octetos, que podem receber um número de 0 a 255, separados por um ponto. Um exemplo de endereço IP seria 198.16.10.10.

Essa divisão em quatro partes não é em vão, pois, assim como os endereços postais são separados em rua, número, CEP, bairro etc, para facilitar a localização, no endereço IP cada sequência tem um significado. Por exemplo, é comum que os dois primeiros octetos representem a rede e os dois últimos sirvam para fazer a identificação do dispositivo conectado.

Qual a diferença entre IP fixo e IP dinâmico?

No tópico anterior, conceituamos o endereço IP de uma forma genérica, mas, ao contrário do que muita gente pensa, os IPs não têm um padrão único. Como tudo na tecnologia, eles têm suas variações. Neste tópico, vamos à diferença básica entre um IP estático e dinâmico.

O IP estático, ou fixo, é aquele que fica atrelado permanentemente a um dispositivo, ou seja, mesmo que você desconecte o dispositivo e reconecte depois, ele terá o mesmo endereço IP atribuído. Um IP fixo só será alterado de forma manual ou por algum procedimento específico.

Já o dinâmico é aquele que é atribuído ao dispositivo no momento da conexão a uma rede, ou seja, o roteador controla a rede e, sempre que houver uma nova conexão, ele atribui ao dispositivo alguns dos endereços disponíveis, não reservando endereço exclusivo.

Quando utilizar cada tipo de IP?

Já sabemos que existem 2 tipos de endereço IP, mas em que situação deve ser utilizado cada um deles? Suponhamos que você tenha 80 computadores na rede de sua empresa. Você decide utilizar 100 endereços dinâmicos para essas máquinas. Como não há endereços fixos, sempre que um computador for ligado, ele receberá um dos IPs livres.

Os provedores de internet trabalham dessa forma, na maioria deles, a cada acesso à internet o seu computador ou roteador ganhará um endereço diferente. O DHCP — Dynamic Host Configuration Protocol — é o método mais utilizado para a distribuição de endereços IPs dinâmicos.

Como funciona o endereço IP nos sites?

Como sabemos, todo site tem um endereço IP, mas você sabe como a máquina faz para transformar um domínio como, “www.minhaempresa.com”, em um IP no formato 186.192.90.5? Faça o teste, digite esse IP em seu navegador e veja o resultado. Quando você digita o domínio do site no navegador, é feita uma consulta ao servidor DNS — Domain Name System — que informa a qual IP esse endereço está associado.

O DNS tem uma hierarquia muito bem definida, e, em nosso exemplo, temos um site de uma empresa genérica, “www.minhaempresa.com”. Para fazer a conversão para o IP desse site, é enviada uma requisição para o servidor que é responsável por extensões“.com”. Esse servidor que localizará o IP correspondente e responderá à solicitação. Se o site termina em “.br” um servidor responsável por essa extensão será consultado e assim por diante.

Qual é a diferença entre IPv4 e IPv6?

O padrão de endereço IP tradicional, que abordamos até aqui neste post é o chamado IPv4, mas há um formato mais recente, o IPv6, que está ganhando cada vez mais espaço. Durante um bom tempo, a única forma que tínhamos de nos conectar à internet era com computadores e notebooks.

Depois, surgiram os smartphones e tablets e, mais recentemente, outros objetos conectáveis, como os relógios inteligentes, smart TVs e até carros. Em breve, teremos as casas inteligentes, em que praticamente tudo estará conectado à rede.

Com esse crescimento de pontos ligados à internet, a tendência é que não haja endereços IPs disponíveis para tantas conexões. O IPv6 surge para suprir essa demanda, pois suporta um número enorme de endereços. Isso não se deve apenas a aumento da quantidade de octetos, mas também a uma maior variação de caracteres. Um endereço IPv6 pode trazer a seguinte sequência:

  • FEDC:2D9D:DC28:7654:3210:FC57:D4C8:1FFF

Como descobrir um endereço IP?

Já sabemos que o endereço IP é uma sequência numérica e que serve como endereço de um dispositivo ou site em uma rede. Mas como faço para descobrir o IP de uma rede, dispositivo ou site? É sobre isso que falaremos neste tópico. Acompanhe!

Como encontrar meu endereço IP público?

Muitas das vezes precisamos saber o endereço IP de nossos roteadores, atribuído pelo ISP, principalmente quando queremos acessar a página de configurações. É bastante necessário quando estamos utilizando um software de aceso remoto, por exemplo. Além disso, você pode acessar outras informações que estão vinculadas a esse IP, como a sua localização geral.

Para descobrir o IP público é muito simples, basta ir à sua barra de pesquisa no navegador e digitar “qual é o meu endereço IP”. Clique no primeiro link e pronto. Há vários sites que fazem esse tipo de consulta e mostra exatamente o local em que o IP está. Isso é possível porque o servidor onde o site está instalado recebe uma requisição de seu roteador e consegue observar qual o seu IP.

Como encontrar meu endereço IP privado?

Para descobrir o endereço e IP privado de um computador já não é tarefa tão simples como o IP público. Para fazer essa consulta, digite “win+R”, escreva “cmd” na caixa de texto e execute. Quando abrir o prompt de comando, digite “ipconfig”, sem as aspas.

Após a execução desses procedimentos, as informações sobre o seu IP privado deverão ser mostradas conforme o exemplo abaixo:

  • Adaptador de Rede sem Fio Wi-Fi:
  • Sufixo DNS específico de conexão. . . . . . :
  • Endereço IPv6 . . . . . . . . . . : 2804:14d:9481:103f::1001
  • Endereço IPv6 . . . . . . . . . . : 2804:14d:9481:103f:1ca4:339b:2092:3bc2
  • Endereço IPv6 Temporário. . . . . . . . : 2804:14d:9481:103f:6517:c390:e80c:bc82
  • Endereço IPv6 de link local . . . . . . . . : fe80::1ca4:339b:2092:3bc2%10
  • Endereço IPv4. . . . . . . . . . . . . . . : 192.168.0.59
  • Máscara de Sub-rede . . . . . . . . . . . . : 255.255.255.0
  • Gateway Padrão. . . . . . . . . . . . . . . : fe80::ea20:e2ff:fe79:5990%10
  • 192.168.0.1

Para quem utiliza Mac, a busca pelo IP privado será mais simples, bastando o usuário ir até as preferências do sistema, selecionar Rede e pronto. No iPhone basta clicar no “i” dentro do círculo que fica ao lado da rede em que você está conectado.

Como descobrir o IP de um site?

Você pode descobrir o IP de qualquer site pelo prompt de comando de seu computador, basta digitar o atalho win+R, digitar “cmd” e executar. Com o prompt abeto, digite “ping”, de um espaço e digite o domínio que você quer descobrir o número de IP.

Para quem quer fazer uma pesquisa simples, sites como o www.meuenderecoip.com também permitem a descoberta de IP de sites.

O que são classes de IP?

Além de poderem ser divididos em tipos, os IPs podem ser separados em classes. Já sabemos que um IP pode ser utilizado para identificar um dispositivo em uma rede local e para identificá-lo a internet. Em uma rede local corporativa, se o seu computador tem o IP 198.13.100.10, um computador em outra rede pode ter o mesmo endereço, pois as duas redes não se comunicam. O que não pode acontecer é ter mais de um dispositivo com o mesmo endereço em uma mesma rede.

A internet é uma rede global, ou seja, os bilhões de dispositivos conectados a ele devem ter um endereço único. Se duas ou mais máquinas tiverem o mesmo endereço IP, temos um problema chamado de conflito de IP, gerando interferências que podem atingir desde o dispositivo em questão, até toda a rede.

Para facilitar a organização entre IPs de redes locais e IPs globais, para a internet, a IANA, Internet Assigned Numbers Authority, e a ICANN, Internet Coporation for Assigned Names and Numbers, têm um esquema de distribuição dividido em três classes principais e mais duas complementares, que são as seguintes:

  • Classe A — IPs de 0.0.0.0 até 127.255.255.255 — que permite até 128 redes, cada uma podendo ter até 16.777.214 dispositivos conectados;
  • Classe B — 128.0.0.0 até 191.255.255.255 — que permite até 16.384 redes, cada uma podendo ter 65.536 dispositivos;
  • Classe C — IPs de 192.0.0.0 até 223.255.255.255 — que permite até 2.097.152 redes, cada uma podendo ter até 254 dispositivos;
  • Classe D — endereços de 224.0.0.0 até 239.255.255.255 — multicast;
  • Classe E — de 240.0.0.0 até 255.255.255.255 — multicast reservado.

Para que tipos de rede são reservados os IPs das três primeiras classes?

Os endereços IPs que pertencem à classe A devem ser utilizados em locais em que há a necessidade de poucas redes, mas têm uma alta demanda por máquinas. O primeiro octeto é utilizado como identificador da rede e os seguintes identificam os dispositivos que estão conectados.

Já os IPs da classe B, são utilizados quando a quantidade de redes e de dispositivos é equivalente ou semelhante. Nesse cenário, os dois primeiros octetos são utilizados para identificar a rede e o restante para identificar o dispositivo.

Os endereços de classe C devem ser utilizados em locais que têm uma grande quantidade de redes e com poucos dispositivos conectados em cada uma. Aqui, os três primeiros octetos são utilizados para identificar a rede e o último para a identificação das máquinas.

Já os endereços IP de classe D e E são utilizados em ocasiões especiais, sendo que o primeiro é utilizado para a propagação de pacotes especiais para a comunicação entre dispositivos e o segundo é reservado para aplicações experimentais ou futuras.

Temos que frisar que há vários endereços que são reservados para finalidades especiais:

  • geralmente, quando um endereço começa com 127, está indicando uma rede especifica para testes;
  • o endereço 255.255.255.255 é utilizado para o envio de mensagens para todos o hosts de uma rede de forma simultânea.

Como esconder seu endereço IP?

Assim como você não quer que qualquer pessoa tenha aceso a seu endereço residencial, o seu endereço IP pode revelar o local exato em que você está. Muita gente, por questões de privacidade, de segurança ou de preocupação com a legislação, tenta esconder o seu endereço IP. Há também as pessoas que trocam o número para ter acesso a conteúdos restritos no local em que elas se encontram. Mas como fazer para esconder ou trocar o endereço IP de local? Acompanhe!

Utilize um VPN

O VPN é uma das formas mais seguras de esconder um endereço IP, sendo que você pode utilizar uma conta gratuita, que apenas muda o seu endereço, ou uma opção paga, que traz melhores mecanismos de segurança, privacidade e desempenho.

A função de um serviço de VPN é atribuir um endereço de IP virtual ao usuário, deixando o seu endereço real oculto. Os provedores de VPN de credibilidade contam com servidores em vários locais do mundo, oferecendo opções para esconder ou modificar o seu IP para as mais diversas situações, colocando seu endereço como sendo originário de várias partes do globo.

Um dos benefícios de esconder o seu IP com um VPN de qualidade é aproveitar a alta velocidade de conexão, pois, diferente de outros métodos de camuflarem de IP, você não precisará lidar com conexões lentas e irritantes, podendo, por exemplo, assistir aos seus filmes e séries favoritas, sem travamentos.

Para quem quer manter a segurança na hora de baixar torrents, as VPNs também se apresentam como ótimas opçãos, pois, além de protegerem o seu endereço de IP, os bons VPNs são capazes de proteger também a sua identidade, sendo que alguns provedores oferecem perfis que são totalmente dedicados a P2P e torrenting.

Os provedores de VPN confiáveis oferecem criptografia de dados de alta qualidade e bons protocolos de segurança que reduzem drasticamente o risco de vazamentos de seu endereço de IP real.

Existem conteúdos que apresentam bloqueio geográfico, seja por imposição estatal ou por restrições de direitos autorais. A Netflix, por exemplo, oferece um catálogo diferente para cada país, de acordo com os direitos que adquiriu naquela região. As melhores VPN têm a capacidade de contornar essas restrições propiciando ao usuário o acesso a diferentes catálogos de filmes que são liberados em países diferentes.

Você pode utilizar um Proxy

Apesar de não oferecer a mesma segurança e desempenho que os VPNs, os proxies ainda são bastante utilizados para a camuflagem de endereço IP. Um dos usos mais recorrentes é para o acesso de conteúdos com restrições geográficas. Veja a seguir como os proxies funcionam.

Suponhamos que você esteja nos Estados Unidos e queira assistir a uma partida de futebol que nenhuma emissora de TV brasileira comprou os direitos de transmissão. Os links de transmissão da partida são liberados apenas para o Brasil, e o jogo fica em ponto cego por lá, então como assisti-lo?

Para ultrapassar essa barreira, você poderá utilizar um proxy, o que acontece é que, ao acessar o site de seu PC, o proxy interceptará a solicitação de seu computador e enviará por meio de um IP do local em que o jogo está disponível — muitos dos provedores de streaming estão desenvolvendo mecanismos para combater esse tipo de prática.

Assim que o site fornecer ao proxy o acesso ao vídeo, o servidor direcionará a requisição para o seu computador. Comparado com outras soluções, o proxy apresenta uma série de desvantagens, sendo que a principal é a baixa velocidade de conexão. É bem provável que você tenha velocidade de navegação bem mais lenta do que o normal ao utilizar um proxy.

Outra preocupação que você deve ter em relação à segurança, pois, diferentemente dos VPNs, os proxies não criptografam os seus dados, podendo deixar você propenso a riscos de segurança por interceptação de dados no meio do caminho entre a requisição e a resposta do servidor. Por isso, eles não são considerados uma boa solução para quem faz torrenting.

Se o seu objetivo for utilizar um proxy para acessar conteúdos com bloqueio geográfico, você terá que verificar se o proxy que escolheu roda o streaming escolhido. Os grandes sites de streaming, como Netflix e GloboPlay, já conseguem identificar quando um usuário está tentando burlar o sistema utilizando um proxy, bloqueando o acesso.

Utilize o Tor

Outra boa opção para camuflar o seu IP é o Tor, que consegue manter toda a sua atividade online completamente anônima. O Tor nada mais é do que um cliente gratuito que tem sua operação baseada em uma grande rede de servidores voluntários. O Tor foi erroneamente vinculado à deepweb, sendo que ele nada mais é do que uma ferramenta de acesso a sites de qualquer tipo.

Ao utilizar o Tor, todo o seu tráfego será direcionado por uma série de servidores distintos, antes da requisição chegar ao destino final. Assim que o seu tráfego chega ao servidor de hospedagem de um site, ele não terá como te rastrear e associar ao endereço de IP original.

As várias camadas de proteção que o Tor oferece conseguem manter o seu endereço IP camuflado, porém, direcionar o tráfego por meio de tantos servidores pode tornar a sua conexão um pouco lenta, o que pode prejudicar a sua experiência ao acessar sites mais robustos ou na hora de consumir serviços de streaming.

O Tor é gratuito e você pode baixar o navegador ou a extensão de Tor Para Firefox. Você pode buscar a comunidade especializada nessa ferramenta para configurá-la da melhor maneira.

Como vimos neste post, o endereço IP é a forma de tornar um dispositivo único em uma rede e de identificá-lo em meio a inúmeros pontos conectados. Com o crescente número de dispositivos conectados à internet e com o crescimento das aplicações web, o padrão de IP que vemos hoje, com os quatro octetos, está com os dias contados. Vamos entrar em uma nova era, a era do IPv6. Em tempos de transformação digital, conhecer os principais termos e saber os significados é de extrema importância para manter-se atualizado.

Gostou do post? Quer saber como ter um maior controle o seu endereço IP, domínio e hospedagem? Entre em contato conosco e descubra como.

Escreva um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.