Por que alguns posts se destacam mais do que outros nas redes sociais?

Por que alguns posts se destacam mais do que outros nas redes sociais?

PAREM AS MÁQUINAS!

Todas! Agora! Smartphones, tablets e tudo o que estiver fazendo neste exato momento. Temos uma notícia avassaladora: as redes sociais podem estar lhe passando a perna, lhe pregando peças, traindo a sua mente – pausa dramática – neste instante.

Como sabemos disso? Um grupo de cientistas da Universidade do Sul da Califórnia parece ter todas as evidências deste caso. Isso porque de acordo com o estudo publicado por eles, as redes sociais estão “iludindo” os usuários. Estão os levando a pensar que algo raro é comum.

É por isso que algumas postagens ganham mais relevância do que outras – igualmente boas ou melhores -, condenadas ao limbo da web. E, amigo social media, respire: o conteúdo nem sempre é o culpado.

Cientistas que analisam a internet perceberam que em média, seus amigos terão mais amigos do que você. Por quê? Parece que a distribuição de amigos nas redes sociais segue uma lei de potência. Ou seja, enquanto a maioria das pessoas tem um grupo pequeno de amigos, outras têm um número gigante e acabam distorcendo a média.

Quer um exemplo? Digamos que você e seus amigos tenham cerca de 500 pessoas adicionadas no Facebook. Mas, se você aceitou o pedido de amizade de alguém que tem 10 mil contatos, o número será bem diferente. Neste caso, a “média” não é uma boa maneira de capturar esse conjunto de dados.

Ok. E o que isso tem a ver com as postagens mais relevantes?

Um paradoxo similar foi descoberto dentro das redes sociais, algo descrito como a “ilusão de maioria”, onde um usuário pode observar um comportamento na maior parte dos amigos, quando ele é raro na rede toda.

Para explicar melhor, os estudiosos fizeram um diagrama com 14 círculos ligados, formando uma rede social pequena. Três desses círculos são pintados e, depois, é contado o número de círculos ligados a eles por um só passo.
No exemplo da esquerda os círculos que não são coloridos vêem mais da metade dos vizinhos coloridos. Já no exemplo da direita, nenhum dos círculos sem cor passa pelo mesmo. Só que a estrutura da rede é a mesma nos dois casos, a única coisa que muda são os pontos em vermelho.

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Essa é a tal “ilusão de maioria” – a impressão de que algo é comum e, quando visto globalmente, se vê que é raro. Isso só acontece quando os círculos populares são coloridos; porque eles têm um número maior de ligações e é por esta razão que a teoria está ligada ao paradoxo da amizade nas redes sociais.

Quando os cientistas mudaram a configuração da pequena rede, descobriram que a ocorrência do fenômeno é comum. Analisando redes de cunho político, por exemplo, percebeu-se que 60% e 70% dos círculos terão vizinhos ativos, mesmo que apenas 20% dos círculos estejam coloridos.

A ideia de que um assunto é mais relevante do que outro nem sempre está certa. Isso pode acontecer porque um grupo de usuários bem relacionados nas redes sociais estão “enganando” o resto da rede, levando outras pessoas a pensarem que aquele fato é comum, popular. Quando na verdade não é.

Logo, as redes sociais podem nos fazer acreditar em uma falsa maioria, achar que todos pensam como a gente, como nossos amigos. Nos levar a crer que a maioria dos usuários do Facebook e Instagram adoram fotos e vídeos de gatos.

Mas sabemos que de fato eles gostam.
Ah não! Você odeia? Seus amigos também? Argh… Ilusão de maioria.